domingo, 29 de abril de 2012

Confuso.

Quando amanheço, voz falha,
rouco, sou sol, sou sereno.
Mas acordo no meio do sonho
e na mão apenas o suor.
se eu chamo e bebo,
e por causa do dia e,
se seu sonho, é que seus olhos
se fecharam quando eu lhe beijei.
ve se quando amanheço
eu não tenho uma manha enorme
na sombra que ainda não saiu?
ve se não grito quando levanto
as mãos em busca d'água,
enquanto calo inrrefletido
na bacia da razão?
Mas por favor não diga a ninguém
que no deserto há sombra,
já chega de sonhos e enganos.
eu quero só olhar de frente
o perigo sem o medo que mata
antes da morte e só assim
eu deixarei minha marca
na noite que finda,
quando amnheço e não sou o sol
nem dia, apenas um mar
sem ressaca ou maré
que se desgarrou do oceano,
e me espumo perdido
na areia de uma praia qualquer.

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